
Para os, que como eu, perderam a conta dos ministérios, eis que surge o inusitado ministério da pesca. Vou usar minúscula mesmo, são tantos que nem valem a maiúscula. Nunca cheguei a compreender o processo que tornou nosso (E)stado tão inchado. Sou advogada e entre artigos e incisos não faço a mais remota ideia do número de itens da nossa constituição. Ao longo de meus estudos sempre achei engraçado que nossas leis fossem tão bizarras e contraditórias entre si, ao ponto de nada concordar com nada e de cada parágrafo servir única e exclusivamente para satisfazer o desejo de um ou outro político dentro do jogo de toma lá da cá da política nacional e sem a menor preocupação com a coerência ou a funcionalidade. Tal aberração foi que o que acabou por gerar gerou uma infinidade de processos eternos que vão para o supremo, onde só chega quem tem dinheiro e mesmo assim depois de uns 10 anos do processo iniciado, dependendo da má fé do advogado. Podemos arrastar um processo por anos com embargos e coisas no gênero. O supremo só deveria julgar questões relativas à a constituição, entretanto, absolutamente tudo é matéria constitucional.Me achava calejada, enfim, nas idiossincrasias do superinchado Estado brasileiro. Achava mesmo que nada me surpreenderia. O ministério da pesca e aquicultura (???) está aí para me mostrar que ainda tenho muito imposto a pagar antes de alcançarmos o fundo do poço onde os "amigos" do Estado dividem o espólio como carniças, enquanto aqueles que pagam a conta, como eu e você, se viram por conta própria.
Comentário do ministro da pesca sobra a importância de seu ministério:: 'Pescar é uma atividade que dá prazer'.
Ótima explicação, não é mesmo? Aparentemente o preparo do ministro faz jus ao ministério que ocupa.